GEOCOUNTER

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MUITAS FELICIDADES


464 ANOS DE HISTÓRIAS


A homenagem ao fundador de Santos Braz Cubas abriu a programação oficial de aniversário de 464 anos da Cidade, na manhã de terça-feira. Ao som da banda CPI 6, sob regência do subtenente Teles, foi executado o Hino Nacional e houve depositação de flores no monumento a Braz Cubas, na Praça da República, que hoje completa 102 anos. Um concerto com a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS) e o músico Toquinho (foto) marcará as comemorações aos 464 anos de Santos. A apresentação será realizada no dia 26, às 20h, na areia da Praia do Gonzaga (perto da Praça das Bandeiras – em frente à Rua Marcílio Dias). O evento será aberto com a Sinfônica de Santos que, regida pelo maestro Luís Gustavo Petri, executará a 5ª sinfonia de Ludwig van Beethoven.Com vocação para o esporte, a cidade terá o encerramento da programação de aniversário em alto mar. Trata-se da 4ª Maratona Aquática Internacional de Santos - Troféu Renata Agondi/ Unisanta, no dia 31 (domingo), às 10h, com largada do feminino, e às 10h15, do masculino, em frente à escola Escolástica Rosa, na Praia da Aparecida. Promovida pela Unisanta e com apoio da prefeitura, a prova abre o Fina 10 Km Marathon Swimming World Cup 2010, considerado o mais importante circuito mundial de águas abertas.

PARABÉNS CIDADE DE SANTOS


Santos foi elevada à condição de Cidade em 26 de janeiro de 1839. Segundo texto da historiadora Wilma Therezinha Fernandes de Andrade, intitulado, Santos, de povoado à Cidade, a vila do Porto de Santos, depois chamado apenas de Vila de Santos, foi transformada em cidade graças a José Bonifácio,um dos irmãos Andradas e conhecido como Patriarca da Independência. Por causa dele, a Assembléia Provincial (hoje Assembléia Estadual) resolveu aprovar uma lei que elevava a Vila de Santos à condição de Cidade, assinada pelo presidente da Província de São Paulo, Venâncio José Lisboa, no dia 26 de janeiro. Santos também passou por outras duas categorias urbanas: o povoado de Santos, entre 1540 até 1545 ou 1547 (a data não é comprovada por falta de documentos), e a vila, estado em que permaneceu durante 300 anos. O primeiro nome que a Cidade ganhou foi Nova Povoação, dado por Brás Cubas, por volta de 1540, ocasião em que ele transferiu o porto da região, situado na Ponta da Praia, para perto de um morro que seria chamado de Outeiro de Santa Catarina. Arquivos históricos dizem que o Porto de Santos já existia antes mesmo do início da colonização ofi- cial do Brasil. Há relatos de 1507 que descrevem a existência de um porto de escravos, onde hoje fica a Ponta da Praia.O primeiro embarcadouro foi construído pelo bacharel Cosme Fernandes,expulso de Portugal para Cananéia, em 1502. Em 1535, foi autorizada a construção de um ancoradouro mais protegido. Com isso, o comércio começou a crescer e surgiram uma igreja (N. Sra. da Misericórdia), uma escola (o Convento e Colégio do Carmo) e um hospital (Santa Casa de Misericórdia).

PURO ROCK AND ROLL... TOCA ERASMO!


O NOVO TRABALHO DE ERASMO CARLOS ESTÁ FAZENDO SUCESSO NESTE INICIO DE ANO. PRIMEIRO FRUTO DE SUA GRAVADORA ABRE COM UM SHOW DE ROCK AND ROLL DO TREMENDÃO. VOLTQNDO AS RAÍZES E COM TODA BAGAGEM QUE CARREGA DESDE OS ANOS 60, RETOMA A ESTRADA DO VELHO ROCK COM RECEITA SIMPLES E COMPETENTE COM NOVOS PARCEIROS, MELODIAS BEM ENCAIXADAS, LETRAS CERTEIRAS E UM CLIMA ENVOLVENDE DO COMEÇO AO FIM DO TRABALHO. ERASMO PARECE TER RESOLVIDO MATAR DE UMA VEZ TODA A SAUDADE DAS GUITARRAS E BATIDAS PRECISAS DAS BATERAS NERVOSAS.

"... Sou um cover que imito até o meu autógrafo/ Diferente de tantos de norte a sul/ Covers de Roberto ou de Elvis/ Michael Jackson, Beatles e Raul..."

domingo, 24 de janeiro de 2010

Leonardo Boff e o encanto dos orixás






Leonardo Boff-. "Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais.

É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Intolerância não!


O 21 de janeiro é dedicado ao combate à Intolerância Religiosa, foi instituído pelo presidente da República com a Lei Nº 11.635, em 27 de dezembro de 2007.A data foi escolhida para coincidir com o aniversario de morte da Yalorixá (Mãe de Santo) Gilda de Ogum, que morreu de infarto fulminante em 2000, após ter seu terreiro invadido duas vezes por religiosos contrários a suas práticas e ver sua foto ilustrando matéria de teor depreciativo veiculada por jornal religioso. A Intolerância Religiosa não é algo que atinge apenas uma religião, não é não. Cada qual ao seu grau.O que acontece é que no Brasil nenhuma outra religião foi tão massivamente e históricamente perseguida como as religiões denominadas afro-brasileiras, entre elas, Umbanda e Candomblé.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

MULHERES DA PAZ





Cuidar da comunidade como quem cuida da própria família. É dessa forma que vão trabalhar as 200 moradoras do Sítio Cercado selecionadas para participar do projeto Mulheres da Paz, um projeto social dentro do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), feito em parceria da Prefeitura de Curitiba com o Ministério da Justiça. O objetivo do projeto é transformar o bairro num "Território da Paz", com a redução dos índices de criminalidade e de outros problemas sociais, como a gravidez na adolescência e o uso de drogas.
As 200 Mulheres da Paz participaram nesta segunda-feira (11) da abertura oficial do projeto, em solenidade que reuniu lideranças comunitárias do bairro no auditório da Escola Novo Éden. A aula inaugural foi coordenada pela gestora do projeto, Júlia Cordellini, da Secretaria Municipal da Saúde, e também contou com a presença do secretário municipal da Defesa Social, Itamar dos Santos, do coordenador do Pronasci na região de Curitiba, Adalberto Batisti, e da administradora regional do Bairro Novo, Elci Sfredo.
Todas as participantes serão preparadas para mediar conflitos entre os moradores das comunidades onde vivem. "Elas serão mediadoras sociais. Vão nos ajudar a reduzir a violência doméstica e social, criar a cultura da paz, mostrando a todos os vizinhos que é possível resolver conflitos sem agressões", afirmou Júlia Cordellini. Outro objetivo é atrair jovens para os programas sociais da Prefeitura.

O secretário da Defesa Social explicou que o Sítio Cercado foi escolhido pelo Ministério da Justiça entre os bairros da cidade após uma análise que levou em consideração as estatísticas de violência combinadas com vários indicadores sociais, como número de casos de gravidez na adolescência, dependência de drogas, além do número de adolescentes moradores da região. "Sabemos que vamos disputar esses jovens com a criminalidade, especialmente com o tráfico de drogas, mas vamos levá-los para o lado do bem e vamos transformar o Sítio Cercado num Território da Paz, como é o objetivo de todas as ações do Pronasci", disse Itamar dos Santos.

Se depender da disposição das Mulheres da Paz, o objetivo será alcançado. "Vamos cuidar dos adolescentes da nossa comunidade do mesmo jeito que cuidamos dos nossos filhos", afirmou Rosenei Aparecida de Oliveira, presidente do Clube de Mães Unidos do Sambaqui, uma comunidade de 500 moradores que há seis anos deixaram uma área de invasão no Cajuru e foram relocados pela Prefeitura de Curitiba para o loteamento no Sítio Cercado.

Rosenei e todas as 200 Mulheres da Paz foram escolhidas entre 540 candidatas que passaram por entrevistas individuais, coletivas, e dinâmicas de grupo. Elas vão passar por programa de capacitação de 160 horas, que começará na quarta-feira (13), com uma preparação específica para as tarefas que vão realizar na comunidade: mediação de conflitos, técnicas de abordagem, cidadania, prevenção ao uso de drogas, adolescência, inclusão digital, direitos humanos, entre outros temas. Elas receberão uma bolsa-auxílio mensal de R$ 190 durante os 12 meses do projeto.
O trabalho das Mulheres da Paz será acompanhado por uma equipe profissional multidisciplinar das áreas de psicologia, pedagogia, educação, direito e assistência social. Com a ajuda destes profissionais, as mulheres vão dar apoio e encaminhar jovens para o projeto Protejo (proteção de jovens em territórios vulneráveis), uma ação paralela coordenada pela Fundação de Ação Social (FAS), que promoverá atividades para 300 jovens, também do Sítio Cercado. As ações terão como base uma casa alugada especialmente para o projeto, na rua Cruzeiro do Sul, 239.

FONTE: Prefeitura de Curitiba
http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=18357

domingo, 20 de dezembro de 2009

"Toda dor pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história".
Hannah Arendt (1906-1975)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E DIZIAM QUE O PELÉ FOI DEMAGOGO...


Mais de 70% dos 618,5 mil estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental (equivalente à 8ª série) de escolas particulares e públicas já experimentaram bebidas alcoólicas e 24% provaram cigarro. Cerca de 22% deles -a maioria na faixa de 13 a 15 anos- já ficaram bêbados. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que investigou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes. O trabalho, que abrangeu as 26 capitais e o Distrito Federal, tem o objetivo de orientar as políticas públicas de saúde destinadas a esse público. O estudo ressalta que é nessa fase da vida em que ocorrem importantes mudanças e que comportamentos como o tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo terão influência na vida adulta e poderão desencadear doenças crônicas. fonte: globo.com

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

UM SONHO ROCK AND ROLL


REVENDO OS FILMES CHE E CHE 2 É QUASE IMPOSSÍVEL NAO SE EMECIONAR COM A UTOPIA DE CHE PARA A AMERICA LATINA E NO OTIMO DESEMPEHO DE DEL TORO NO PAPEL.

sábado, 12 de dezembro de 2009

ATITUDE!


O vice-presidente de trocida organizada IMPÉRIO ALVI-VERDE foi preso com mais 14 nesta manhã de sábado. É apenas o começo de uma operação conjunta entre a Companhia de Choque da Polícia Militar e o COPE (Polícia Civil). Foram cumpridos vários mandados de prisão e de busca e apreensão em desfavor de dezenas de pessoas (15 foram presas). Somados aos dois infratores que já estavam presos, até agora a polícia prendeu 17 pessoas. Também ocorreu apreensão de drogas, 4 armas, uniformes, bandeiras, computadores, fichas cadastrais de torcedores, materiais que incitam a violência (livros, DVDs neonazistas), além da interdição da torcida organizada Império Alvi-verde. Continue colaborando com a polícia, forneça informações úteis para a identificação e prisão dos responsáveis pelos delitos praticados após o jogo que resultou no rebaixamento do Coxa.
CONTINUEM !!!!

NAO BATA A CABEÇA A TOA
2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PIRATAS NO BRASIL!


Naquele dia de Natal de 1591, três navios de velas desfraldadas ao sopro do vento entraram no porto de Santos. Os moradores da Vila enchiam as igrejas, ouvindo as missas e sermões da grande festa cristã. De repente, o estrondo da artilharia os encheu de espanto e os lançou em confusão. Ao mesmo tempo, as embarcações miúdas daquela frota despejavam na praia bandos de homens armados de mosquetes e piques, que, soltando gritos espantosos, foram matando quem esboçava a menor resistência, invadindo as casas, saqueando-as, apoderando-se também da Casa da Câmara e ocupando as posições convenientes para dominar a povoação. Eram, na maioria, ruivos, de olhos azuis, grandalhões e barbudos. E um clamor correu de boca em boca por toda a população espavorida: - Os piratas ingleses! Pertenciam os três barcos à esquadra do famoso ladrão do mar Thomas Cavendish. (...) Cavendish era natural de Trimby, na Grã-Bretanha, e recebera patente de corsário da Rainha Elisabeth, inimiga figadal do Império Espanhol, sob cujo domínio se encontravam Portugal e o Brasil quando atacou Santos. (...) Aqui permaneceu cerca de dois meses, tiranizando a população, roubando o que podia roubar, depredando e queimando os engenhos dos arredores. Depois, navegou para o Sul, levando os porões atestados de riquezas. Mas parece que o fato de haver atacado a indefesa povoação brasileira, naquele dia santificado do Natal de 1591, trouxe para ele e seus principais capitães uma verdadeira maldição. É verdade que, para Cavendish, o assalto não fora cometido pelo Natal, que os ingleses respeitam e celebram tradicionalmente; porque em 1591 já haviam os portugueses adotado o calendário da chamada Reforma Gregoriana, e, enquanto para eles (na Inglaterra) era ainda o dia 15, para os portugueses (de Santos) já era o dia 25 (de Natal). Aliás, os ingleses somente viriam a aceitar e adotar essa modificação cronológica, tardiamente, no ano de 1752. Segundo o relato de Knivet, que é o mais detalhado, estavam todos na igreja matriz, entre as 300 pessoas que lá se achavam, comemorando o Natal, sendo retidos e detidos no templo, enquanto os ingleses saqueavam a Vila. Mais tarde, realizado o primeiro saque e reunidas as forças invasoras, o povo, que se achava na igreja, recebeu ordem de abandoná-la, continuando detidos apenas "sete ou oito" dos principais. É evidente que esses 7 ou 8 deveriam ser 20 ou 30, dos mais ricos, importantes e mais capazes de lutar em defesa da terra. Aí estariam então, nesse meio, aqueles que citamos, e que o Natal, com o seu feriado e suas festas especiais, tornara indefesos e inúteis em tal situação. Conta ainda Knivet que, por haver demorado o saque, muitos moradores haviam conseguido safar-se da vila, e esconder-se com seus dinheiros e valores. Ele, Knivet, tivera ordem para dormir no Convento (dos jesuítas), e ali achara um caixote com 1.700 piastras de ouro (350 esterlinos).
Citado por Francisco Martins dos Santos e Fernando Martins Lichti em História de Santos/Poliantéia Santista, 1986, Santos/SP
, primeiro volume.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PARTE FINAL

O Brasil não tinha tido uma universidade. Começa pelas grandes escolas. Recorde-se que as dezenas de universidades do mundo hispano-americano foram criadas a partir de 1.550, formando ( ) . No Brasil, quem tinha dinheiro para educar o filho em nível superior, mandava-o para Coimbra. Como eram poucos os abastados, em todo o período colonial, apenas conseguimos formar uns 2.800 bacharéis e médicos. Isto significa que, por ocasião da Independência, devia haver, se tanto, uns 2.000 brasileiros com formação superior, aspirando a cargos e mordomias. Havia, por conseqüência, um vasto lugar para aqueles 15.000 fâmulos reais que caíram sobre o Rio de Janeiro, a Bahia e o Recife, convertendo-se, rapidamente, no setor hegemônico da classe dominante, classe dirigente, do país, logo aquinhoada com sesmarias latifundiárias e vasta escravista.
O Brasil cria as suas primeiras escolas depois do desembarque da Corte. E as cria para formar um famulário local. Mas as organiza segundo o modelo napoleônico, federal e não municipalmente. Elas nascem como criações do governo central, estruturadas em escolas superiores autárquicas que não queriam ser aglutinadas em universidades. Nossa primeira universidade, só se ( ) em 1.923. E se cria por decreto, por uma razão muito importante, ainda que extra-educacional: o rei da Bélgica visitava o Brasil, e o Itamarati devia dar a ele o título de Doutor Honoris causa. Não podendo honrar ao reizinho como o protocolo recomendava, porque não tínhamos uma universidade, criou-se para isto a Universidade do Brasil. Assim, Leopoldo se fez doutor aqui também. Assim foi criada a primeira universidade brasileira. Uma universidade que, desde então, se vem estruturando e desestruturando, como se sabe.
Mas o modelo se multiplicou prodigiosamente como os peixes do Senhor. Hoje contamos com mais centena de universidade e milhares de cursos superiores onde já estuda mais de um milhão de jovens. São tantos, que já há quem diga que nossas universidades enfrentam uma verdadeira crise de crescimento, asseverando mesmo que seu problema decorre de haver matriculado gente demais. Teriam elas crescido com tanta demasia que, agora, não podendo digerir o que têm na barriga, jibóiam. Eu acho que o conceito de crise-de-crescimento não expressa bem o fenômeno. Nosso caso é outro. O que ocorre com a universidade no Brasil é mais ou menos o que sucederia com uma vaca se, quando bezerra, ela fosse encerrada numa jaula pequenina. A vaca mesmo está crescendo naturalmente, mas a jaula de ferro aí está, contendo, constringindo. Então o que cresce é um bicho raro, estranho. Este bicho nunca visto é o produto, é o fruto, é a flor acadêmica dessa classe dominante sábia, preclara, admirável que temos, que nos serve e a que servimos patrioticamente contritos. Cremos haver demonstrado até aqui que no campo da educação é que melhor se concretiza a sabedoria das nossas classes dominantes e sua extraordinária astúcia na defesa de seus interesses. De fato, uma minoria tão insignificante e tão claramente voltada contra os interesses da maioria, só pode sobreviver e prosperar contando com enorme sagacidade, enorme sabedoria, que é preciso compreender e proclamar.
Sua última façanha neste terreno, sobre a qual, aliás muito se comenta – às vezes, até de forma negativa – foi a mobralização da nossa educação elementar. A nosso ver, o MOBRAL é uma obra maravilhosa de previdência e sabedoria. Com efeito, é a solução perfeita. Quem se ocupe em pensar um minuto que seja sobre o tema, verá que é óbvio que quem acaba com o analfabetismo adulto é a morte. Esta é a solução natural. Não se precisa matar ninguém, não se assustem! Quem mata é a própria vida, que traz em si o germe da morte. Todos sabem que a maior parte dos analfabetos está concentrada nas camadas mais velhas e mais pobres da população. Sabe-se, também, que esse pessoal vive pouco, porque come pouco. Sendo assim, basta esperar alguns anos e se acaba com o analfabetismo. Mas só se acaba com a condição de que não se produzem novos analfabetos. Para tanto, tem-se que dar prioridade total, federal, à não-produção de analfabetos. Pegar, caçar (com e cedilha) todos os meninos de sete anos para matricular na escola primária, aos cuidados de professores capazes e devotados, a fim de não mais produzir analfabetos. Porém, se se escolarizasse a criançada toda, e se o sistema continuasse matando os velhinhos analfabetos com que contamos, aí pelo ano 2.000 não teríamos mais um só analfabeto. Percebem agora onde está o nó da questão?
Graças ao MOBRAL estamos salvos! Sem ele a classe dominante estaria talvez perdida. Imagine-se o ano 2.000, sem analfabetos no Brasil! Seria um absurdo! Não, graças à previdência de criar para alfabetizar um órgão que não alfabetiza, de não gastar os escassos recursos destinados à educação onde se deveria gastar, de não investir onde se deveria investir – se o propósito fosse generalizar a educação primária – podemos contar com a garantia plena de que manteremos crescente o número absoluto de analfabetos de nosso país.
Também edificante, no caso do MOBRAL, é ele se haver convertido numa das maiores editoras do mundo. Com efeito, a tiragem de suas edições se conta por centenas de milhões. É espantoso, mas verdadeiro: neste nosso Brasil, se não são os analfabetos os que mais lêem, é a eles que se destina a maior parte dos livros, folhetins, livrinhos coloridos que se publica oficialmente, maravilhoso, em quantidades astronômicas. Pode-se mesmo afirmar que o maior empreendimento eleitoral – eleitoral, não editorial – do país é o MOBRAL, como instituição educativa e como co-editora.
Naturalmente que há nisto implicações. Uma delas, a originalidade ou o contraste que faremos no ano 2.000. Então, todas as nações organizadas para si mesma s e que vivem como sociedades autônomas, estarão levando a quase totalidade da sua juventude às escolas de nível superior. Neste momento, nos estados Unidos, mais de 70% dos jovens já estão ingressando nos cursos universitários. Cuba, mesmo, - os cubanos são muito pretenciosos – está prometendo matricular toda a sua juventude nas universidades. Primeiro, eles tentaram generalizar o ensino primário. Conseguiram. Generalizaram, depois, o secundário. Agora, ameaçam universalizar o superior. Parece que já no próximo ano todos os jovens que terminam os seis anos de secundário entrarão para a universidade. É claro para isso, a universidade teve de ser totalmente
transformada. Desenclaustrada.
Meditem um pouco sobre este tema e imaginem o efeito turístico que terá, num mundo em que todos tenham feito curso superior, um Brasil com milhões de analfabetos... Pode ser um negócio muito interessante, não é? Sobretudo se eles continuarem com essas caras tristonhas que tem, com esse ar subnutrito que exibem e que não existirá mais neste mundo. O Brasil poderá então ser de fato, o país do turismo, o único lugar do mundo onde se poderá ver coisas assim, de outros tempos, coisas raras, fenomenais, extravagantes. Em conseqüência, a crise educacional do Brasil da qual tanto se fala, não é uma crise, é um programa. Um programa em curso, cujos frutos, amanhã, falarão por si mesmos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sim sim, depois de 17 anos!! eeeeeeeeeee




Começa nesta segunda-feira 7 de dezembro o Congresso Marxismo e Ciências Humanas, promovido em parceria entre o Departamento de Ciências Sociais da UFPR, o Departamento de Filosofia da UFPR e Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira (Nusp).

domingo, 6 de dezembro de 2009

SANTISTA ROCKFREUD PARABENIZA A FLAMENGUISTA DEFREUD


NOSSOS 13 TITULOS


ESTAMOS FELIZES EM CASA. DEFREUD PULOU, GRITOU, XINGOU E COMEMOROU E FEZ UMA MERECIDA FESTA. A SUA ALEGRIA ME ENVOLVEU E ME FEZ FELIZ TB. ATE BRINQUEI COM OS 5 TITULOS DE SEU FLAMENGO E OS OITO DO MEU SANTOS SAO 13 TITULOS AQUI EM CASA... MAS INFELIZMENTE DE NOVO VEM ALGUEM E ROUBA NOSSA TRANQUILIDADE E NOSSA ALEGRIA. FICAMOS TRISTES PELOS QUE PERDERAM, MAS FICAMOS INDIGNADOS COM OS NOVOS CAPITULOS DE HORROR E VIOLENCIA... o QUE FOI AQUILO NO COUTO? A BARBARIE E A LOUCURA MAIS UMA VEZ INVADIRAM A CIDADE. SERÁ QUE JA ESQUECERAM O ATLETIBA PASSADO ? POR QUE ACHAM QUE UMA BRIGA RESOLVE A INCOMPETENCIA DE DIRIGENTES? PERDER E EMPATAR FAZ PARTE DO JOGAR...OU NAO? O QUE VCS VANDALOS ESTAO FAZENDO COM NOSSO FUTEBOL? EU SEI QUE CAIR PRA SEGUNDA DIVISAO É BEM CHATO, SEI QUE SER CAMPEÃO É DEMAIS, MAS DA SORTE A COMPETENCIA ESSA É UMA ESTRADA A SER PERCORRIDA SEM ATALHOS... E NAO HA DESCULPA, NAO SE PODE COMPACTUAR COM O DESRESPEITO A VIDA... NAO ACEITO A BANALIZACAO DA VIOLENCIA E O POUCO CASO DAS AUTORIDADES. CHEGA DE VIOLENCIA. QUERO DE VOLTA O FUTEBOL ARTE E A TORCIDA DE VERDADE, QUERO DE VOLTA O SARRO NA ESCOLA, A APOSTA EM CERVEJAS, O ABRACO COM PROMESSA DE TROCO, A VINGANÇA INOCENTE NO FUTEBOL DE MESA OU IR COM A CAMISA DO VENCEDOR NO FUTSAL OU NA PRAIA, QUERO DE VOLTA O APERTO DE MAO DE QUEM ENTENDE QUE O JOGO FAZ PARTE DA VIDA E QUE A VIDA ESTA ACIMA DE TUDO.

SARAVÁ CAMPEOES, VITORIOSOS OU NAO QUE ACIMA DE TUDO CELEBRAM A VIDA EM TODO MOMENTO! PARABENS FLAMENGO!

sábado, 5 de dezembro de 2009

TOCA ATÉ O RAUL NESSE TERREIRO


O para-brisa do carro do ba­­charel em Direito e car­­torário Fernando Gui­­marães, 73 anos, vale por sua carteira de identidade. Ali está lavrado: “Sou filho de Jorge, saravá”. O homem foi sempre assim – um anarquista, dos pa­­ra-brisas ao resto da carroceria. Vi­­rou apóstata quando era guri de suspensórios e ainda conhecido como filho do grande jornalista Acyr Guimarães, um dos pioneiros desta Gazeta do Povo. De­­ta­­lhe: capitulou a fé às vésperas da Primeira Comunhão. Gostou. Aos 20, com a naturalidade de quem ia às matinês do Thalia, enveredou-se para o espiritismo, debaixo do olho vesgo da família. E passava dos 40 quando rodopiou no centro Ed­­mundo Ferro do Pilarzinho, de onde só saiu para abrir o seu próprio espaço – o Pai Maneco, uma chácara de 8 mil metros quadrados na Estrada Nova de Colombo. Ali, descansou na paz lá de Aruanda, uê. Sequer tem problemas com a vizinhança: o terreiro é colado de muro no Cemitério Santa Cândida. E lá se vão 20 e tantos anos. Nesse tempo, o Pai Maneco se transformou num endereço cult da capital, onde artistas, intelectuais e principalmente universitários dividem a tenda com pobres de Marré e herdeiros do quilombo de Zumbi. É só olhar a pilha de sapatos para ver – são crocks, all stars, scarpins e rasteirinhas compradas nos atacados da Pedro Ivo, todos democraticamente num canto. Não verás um lugar como esse. Saravá. A moçada, diz-se, chega ali atraída por dois itens do kit básico da umbanda: a liberdade de expressão e a música de bradar os céus. A roda de tambores do Pai Maneco é tão animada que deve levar muita gente a pedir ao santo, de lambujem, que o próximo carnaval fique a cargo da casa. Como são 2 mil visitantes por semana, noves fora, as linhas do além devem estar congestionadas “Ai de ti Sapucaí.” Mas os músicos dali não são só bambas. São malabaristas. Sape­­cam de tudo um pouco, incluindo um ponto “que veio” do poeta Paulo Leminski. O hit “Pomba Gi­­ra Blues”, de Anderson Lima e Ga­­briel Teixeira, à moda Blindagem, esbanja suingue com a letra que fala de macumba e da “moça bonita”, seguida de refrão maneiro: “Me acende uma vela, farofa amarela, com o nome dela...” Claro, o Pai Maneco está no Twitter. E o site da instituição tem cerca de 10 mil visitas mês. Quando a Cultura Afro-brasileira for, aruê, disciplina juramentada, muito professor vai encontrar ali o conteúdo de que precisa – da biografia dos orixás ao significado de palavras gostosas feito doce. Repita comigo: babalorixá, alguidá, juremá, patuá, sarabumba... Foi no site, aliás, que dia desses Fernando atiçou os espíritos que rondam o terreiro e adjacências, do Ogum das Águas ao Ci­­gana Soraya. Num texto escrito a navalha, o babalaô protestou contra a violência das encruzilhadas da vida. Motivo: em 25 de outubro, depois de uma partida de futebol, o estudante João Henrique Mendes Viana acabou atropelado e morto, vítima da guerra das torcidas. A mensagem abalou geral. O local, até então uma espécie de república hippie com passe livre, começou a se transformar numa laboratório de humanidade. Pipocaram e-mails de fiéis dispostos a fazer giras que façam o mundo girar. São pedagogos querendo alfabetizar, profissionais de saúde pondo já o avental branco por cima das saias rodadas. Tem quem se habilite a ensinar como se faz um currículo. Emprego, sabe cumé, tá difícil até para o Caboclo. Pois que fiquem à vontade. Fernando Guimarães segue na rotina. Às segundas-feiras, toma banho de ervas e faz jejum. À noite, recebe o Preto Velho. De terça em diante, prepara-se para se virar em três: logo logo vai ter contraturno no estabelecimento, a quem interessar possa. Mas alto lá, sempre à moda: sem governo e com fúria de atabaques.
O Conselho Mediúnico do Brasil calcula que o Paraná tem 25 mil terreiros – 7 mil só em Curitiba. O Pai Maneco é único entre muitos
Vem de Aruanda, uê, pra Curitiba, uá
publicado em 04/12/2009
José C. Fernades
jcfernandes@gazetadopovo.com.br
Gazeta do Povo on line

Foto: Lucília Guimarães
Arte: Felipe Lima

domingo, 29 de novembro de 2009

LIBERDADE DE CULTURA E DE FÉ!

Uma professora da Escola Municipal Pedro Adami, em Córrego do Ouro, Macaé, RJ, teria sido afastada pela direção por ter dado uma aula sobre religiões afro-brasileiras.Na aula, usou o livro "Lendas de Exu", de Ademir Martins, recomendado pelo próprio MEC. A diretora teria alegado que a comunidade local é evangélica. A professora diz que vai à Justiça.Depois concluir um curso de pós-graduação em cultura africana e afro-brasileira oferecido pela Prefeitura, Maria Cristina foi punida pela diretora da escola, com o afastamento de sala de aula, justamente porque “ousou” dar uma aula sobre religião africana, usando o livro “Lendas de Exu”, de Ademir Martins, editado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao MEC.O livro ela pegou na biblioteca do colégio, e traz o carimbo de recomendação da própria Prefeitura de Macaé.Em 18 anos de magistério, Maria Cristina disse que nunca tinha passado por uma situação semelhante. Segundo ela foram 20 dias de sofrimento, por causa de uma punição injusta porque entrou em sala de aula para aplicar uma determinação do Governo Federal, que criou uma lei para ao educador aplicar e ele se sente constrangido:— A diretora me ameaçou dizendo: “Ou você pára ou eu vou lhe colocar pra fora. A comunidade aqui é evangélica, se você não parar vai ter que sair”.É muito doloroso, pois isso aconteceu depois que eu me aprofundei na cultura afro e vi que está na hora de mostrar essa beleza cultural, além do que o colonizador fez com negros e índios. Uma história que está abafada desde o meu tempo de aluna.Maria Cristina disse que nesta sexta-feira, 3 de outubro, vai entrar com uma ação no Ministério Público contra a diretora da escola, por causa das humilhações que sofreu.O caso dela recebeu a solidariedade da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que fez uma moção de desagravo publicada pelo jornal Extra.Insatisfeita com a repercussão da história, a diretora, além de ameaçar Maria Cristina com o afastamento da escola, afixou no quadro de avisos da sala dos professores a notícia do jornal ao lado do texto de um provérbio bíblico, sublinhando a palavra “mentirosa” e a citação “testemunha falsa que profere mentiras”.O caso da professora de Macaé se configura como um grave atentado à liberdade de expressão religiosa, que fere a Constituição e a Lei federal 10.639 (que determina o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas).E nesse caso há perguntas que continuam sem respostas.Por exemplo:Que medidas o Governo federal pretende adotar para que a legislação seja respeitada?Quais os mecanismos o MEC tem para controlar o não cumprimento do ensino obrigatório das culturas africana e afro-brasileira nas escolas?(matéria na íntegra: http://www.abi. org.br/primeirap agina.asp? id=3229) Fonte: FUEP